A partir de 2006, é bastante comum na estação de inverno amazônico, as cidades de Rondônia serem infestadas por caramujos africanos. Espigão do oeste não é diferente, desde o sábado 07, até ontem 12, a redação do O Cone Sul recebeu 16 ligações de famílias dos bairros, Liberdade, Vista Alegre e Morada do Sol que solicitavam a presença desse veículo de comunicação para o registro da infestação desses caramujos, na rua, no quintal e até nos muros de suas residência.
Durante o período amazônico, o caramujo africano se prolifera muito rapidamente e especialmente no período noturno, toma as ruas, infesta-se nos muros, hortas, pés de mamão e outras plantações. O molusco é nojento e em algumas pessoas chega a causar náuseas.
De acordo com o Coordenador do setor de endemias em exercício, José Geltrudes popular Pelezinho, os caramujos africanos chegaram a cidade por meio de grama para a formação de jardins que é adquirida em blocos de outras cidades.
Lezinho, orienta e recomenda as pessoas a fazer a cata dos caramujos no quintal, colocando dentro de latas ou recipiente em que possa ficar acondicionado e sejam cobertos com sal. “Essa é uma das maneiras mais seguras de combater o molusco, porém é necessário que a pessoa use uma luva, ou uma sacola plástica para proteger as mãos e evitar o contato direto com o molusco”, orienta o servidor público, salientando que na lata que for armazenar o caramujo, seja colocada uma sacola plástica e depois de cerca de 4 a 5 dias, essa sacola seja deposita do lixeiro para que esse recipiente vá para a área do lixão aonde é incinerado e até mesmo soterrado em valas profundas.
Pelezinho pediu para que as pessoas evitem catar o caramujo e jogar no córrego, terrenos baldios ou no quintal do vizinho que essa é uma maneira de mantê-lo vivo e de continuar se reproduzindo e proliferando a cidade.
Para evitar a contaminação de alimentos, a orientação é que as verduras, frutas e legumes sejam mergulhados em uma mistura contendo uma colher de sopa de água sanitária em um litro de água e ali sejam deixados por no mínimo 20 a 30 minutos antes de ser consumidos.
O Caramujo Africano foi trazido para o Brasil de forma ilegal na década de 80 por produtores rurais. Eles buscavam uma alternativa mais rentável para substituir o escargot, um molusco apreciado na França como uma iguaria gastronômica. O negócio não deu certo e os caramujos acabaram abandonados. Diferente do verdadeiro escargot, que é bem menor e tem a concha quase redonda, o caramujo africano é estranho e chega a ser repulsivo. Ele é grande e escuro e quando adulto pode medir 15 centímetros de comprimento e pesar 200 gramas.
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