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Garagem da prefeitura vai sendo ocupada por madeira apreendida

Nossa equipe de reportagem se surpreendeu ao ser autorizada a entrar na garagem da prefeitura para uma entrevista com o secretário municipal de Obras e encontrar ali 06 caminhões apreendidos pela Operação Arco de Fogo, sendo 05 deles carregados de madeira de várias essências, 04 deles em toras, 01 de vigamento serrado e 01 vazio. Além dos caminhões carregados, existe madeira serrada de 03 cargas ocupando os espaços daquele órgão público.
Desses caminhões apreendidos, 02 deles chegaram a garagem na noite de quarta-feira 11, os demais segundo o secretário de Obras, José Juliano que foi designado como fiel depositário da madeira, já estão ali há cerca de 08 meses. Uma das cargas dos caminhões de madeira branca, especial para lâmina já começa a apodrecer e ser danificado por brocas.
José Juliano disse que a madeira deveria ter sido depositada no pátio da antiga Cagero aonde foram descarregadas 15 cargas em toras, porém como não há vigias naquele local, ele entendeu por bem que os caminhões e a madeira serrada fosse depositada no pátio da garagem, aonde além de existir vigias, está sob proteção 24 horas. “Na Cagero, além de termos que designar vigias para garantir a segurança da madeira, corríamos um sério risco de furto de peças dos caminhões e até de peças de madeira serrada e como fiel depositário, decidimos que a madeira em toras e mais difícil de ser levada daquele pátio, enquanto os caminhões ficam sob a proteção aqui na garagem”, explicou o secretário, dizendo que já encaminhou requerimento ao Ministério Público solicitando a utilização da madeira para a construção e reforma de algumas pontes, a serragem da madeira branca para ser utilizada em caixaria na construção de galerias e obras públicas, como existe madeira que poderia ser utilizada como madeiramento de cobertura de obras pública ou até mesmo na confecção de moveis como carteiras e mesas para atender as escolas municipais.
O fiel depositário da madeira lamentou a demora e a lentidão da justiça na apreciação e liberação dessa madeira ou até mesmo de outros patrimônios, que possam ser utilizados em beneficio da população. “Enquanto isso, o patrimônio vai perdendo a qualidade, a consistência e apodrecendo, perdendo a sua eficácia no tempo”, finalizou.


Arquivado em: Geral, Meio Ambiente

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